top of page

Como identificar lesão meniscal no joelho

Foto do escritor: IA Editorial
IA Editorial
16 de set.
6 min de leitura

Atualizado: 29 de set.

Uma torção durante uma partida de futebol, uma dor súbita ao agachar ou um joelho que passa a travar sem motivo aparente podem levantar a suspeita de lesão no menisco. Entender como identificar lesão meniscal ajuda a buscar avaliação no momento adequado, mas não substitui o exame clínico feito por um ortopedista. O diagnóstico preciso depende da combinação entre história do paciente, exame físico e, quando necessário, exames de imagem.

O Dr. Amir Daher, CRM-SP 173.106, TEOT 16.109 e RQE 81.297, atua há mais de 15 anos na avaliação de lesões do joelho. A experiência clínica é fundamental porque dor, estalos e inchaço também podem ocorrer em condições como artrose, lesões ligamentares, tendinites e alterações da cartilagem.

O que é o menisco e por que ele pode doer?

Cada joelho possui dois meniscos: o medial, localizado na parte interna, e o lateral, na parte externa. São estruturas de fibrocartilagem que ajudam a distribuir a carga entre o fêmur e a tíbia, contribuem para a estabilidade articular e reduzem o impacto sobre a cartilagem.

Uma lesão meniscal pode acontecer de forma traumática, mais comum após torções em pessoas jovens e ativas, ou de forma degenerativa, associada ao desgaste progressivo do joelho e mais frequente a partir da meia-idade. Essa diferença importa: uma ruptura após um trauma esportivo pode exigir uma conduta distinta de uma alteração degenerativa encontrada em uma ressonância de alguém com artrose.

Nem toda alteração do menisco vista em exame é a causa da dor. Há pessoas com rupturas degenerativas sem sintomas relevantes, enquanto outras apresentam limitação importante. Por isso, o tratamento deve considerar a pessoa como um todo, e não apenas a imagem.

Como identificar lesão meniscal pelos sintomas

O sintoma mais típico é a dor localizada na linha articular, isto é, na região entre o fêmur e a tíbia, na face interna ou externa do joelho. Ela costuma piorar com movimentos de rotação, agachamento, ajoelhar, levantar de uma cadeira baixa ou descer escadas. Ainda assim, a localização da dor, isoladamente, não confirma o diagnóstico.

Após uma torção, algumas pessoas conseguem continuar a atividade e só percebem inchaço e desconforto horas depois ou no dia seguinte. Em outros casos, a dor é imediata. O derrame articular, popularmente chamado de “água no joelho”, pode causar sensação de pressão, aumento de volume e dificuldade para dobrar ou esticar completamente a perna.

Outro sinal que merece atenção é o sintoma mecânico. O paciente pode relatar que o joelho prende em determinada posição, dá a sensação de bloqueio ou precisa ser movimentado para “destravar”. Um travamento verdadeiro, com incapacidade de estender o joelho, pode ocorrer quando um fragmento meniscal deslocado interfere no movimento da articulação. Essa situação merece avaliação ortopédica mais breve.

Estalos, por sua vez, são comuns e não significam necessariamente uma lesão de menisco. Quando ocorrem sem dor, inchaço ou perda de função, muitas vezes não têm relevância clínica. Já estalos associados a dor localizada, edema recorrente ou travamento devem ser investigados.

O mecanismo da lesão oferece pistas importantes

A história do que aconteceu é uma das partes mais valiosas da consulta. Em lesões traumáticas, é frequente haver torção do joelho com o pé apoiado no chão, como em mudanças bruscas de direção no futebol, tênis, corrida em terreno irregular ou atividades na academia. Uma queda com rotação também pode lesar o menisco.

Quando a lesão ocorre em pessoas acima de 45 ou 50 anos, ela pode aparecer mesmo sem um acidente marcante. Um agachamento, um giro para sair do carro ou até um movimento habitual podem desencadear dor em um menisco já fragilizado pelo desgaste. Nesses casos, é comum haver associação com alterações da cartilagem e artrose.

Também é necessário avaliar a possibilidade de lesões associadas. Uma torção de alta energia pode envolver o ligamento cruzado anterior, outros ligamentos, cartilagem ou osso. Sensação de falseio, instabilidade e um inchaço muito rápido após o trauma são informações relevantes para o ortopedista.

Como é feito o diagnóstico no consultório

A avaliação começa com perguntas sobre início da dor, trauma, atividades que pioram os sintomas, episódios de inchaço e limitações no dia a dia. Em seguida, o ortopedista examina o alinhamento, a marcha, a amplitude de movimento, os pontos dolorosos e a estabilidade do joelho.

Existem manobras específicas para provocar dor ou estalidos durante a rotação e flexão da articulação. Elas auxiliam na suspeita de lesão meniscal, mas não são infalíveis. Um resultado positivo pode ocorrer em outras doenças do joelho, e uma lesão pequena pode não gerar sinais claros no exame físico.

Por essa razão, o diagnóstico não deve ser definido apenas por um teste ou por uma descrição na internet. A correlação entre sintomas, exame físico e exames de imagem reduz o risco de tratar uma alteração incidental ou deixar de reconhecer outro problema relevante.

Quais exames podem confirmar uma lesão no menisco?

A radiografia não mostra o menisco diretamente, mas pode ser indicada para avaliar artrose, desalinhamentos, fraturas e outras causas de dor. Ela é especialmente útil em pacientes com dor crônica ou suspeita de desgaste articular.

A ressonância magnética é o exame mais utilizado para analisar os meniscos, ligamentos, cartilagem e outras estruturas internas do joelho. Ela pode identificar o tipo, a localização e a extensão de uma ruptura. Contudo, o resultado precisa ser interpretado no contexto clínico. Encontrar uma lesão meniscal na ressonância não significa, por si só, que a cirurgia seja necessária.

Em situações selecionadas, especialmente quando há trauma recente, bloqueio articular ou dúvida sobre lesões associadas, a ressonância pode ajudar a definir a urgência e o planejamento do tratamento. A solicitação do exame deve ser individualizada para que ele realmente contribua para a decisão médica.

Quando procurar um ortopedista com mais urgência

Dor leve que melhora e não limita as atividades pode ser observada por um curto período, desde que não existam sinais de alerta. No entanto, alguns quadros justificam avaliação mais rápida:

  • incapacidade de apoiar o peso na perna após uma torção;

  • joelho muito inchado, quente ou com dor intensa;

  • travamento que impede estender ou dobrar o joelho;

  • sensação recorrente de instabilidade ou falseio;

  • dor persistente, inchaço repetido ou redução progressiva dos movimentos.

Febre, vermelhidão importante e mal-estar associados a um joelho inchado exigem atendimento médico imediato, pois podem indicar uma condição diferente de lesão meniscal, incluindo infecção articular.

Toda lesão de menisco precisa de cirurgia?

Não. A decisão depende do padrão da ruptura, da idade, dos sintomas, da presença de artrose, do nível de atividade e dos objetivos do paciente. Lesões degenerativas sem travamento verdadeiro frequentemente podem ser tratadas inicialmente de forma conservadora, com controle da dor, orientação de atividades e reabilitação quando indicada pelo médico.

A cirurgia artroscópica pode ser considerada em casos específicos, como rupturas traumáticas reparáveis, travamento mecânico por fragmento deslocado ou persistência de sintomas relevantes apesar do tratamento não cirúrgico. Quando há indicação cirúrgica, preservar o menisco sempre que possível é um objetivo importante, pois a retirada de tecido meniscal pode aumentar a sobrecarga sobre a cartilagem ao longo do tempo.

Não existe uma resposta única para todos. Uma pessoa que pratica esporte com uma ruptura traumática recente pode ter necessidades diferentes de outra com dor associada à artrose e uma alteração degenerativa na ressonância.

Perguntas frequentes sobre lesão meniscal

Dor ao agachar é sempre lesão de menisco?

Não. A dor ao agachar pode estar relacionada a lesão meniscal, artrose, alterações da cartilagem, síndrome femoropatelar e outras condições. A presença de dor na linha articular, inchaço e travamento torna a hipótese meniscal mais relevante, mas somente a avaliação médica pode diferenciar as causas.

É possível andar com o menisco lesionado?

Sim. Muitas pessoas caminham mesmo com uma lesão meniscal, principalmente quando a ruptura é pequena ou degenerativa. Isso não significa que o problema deva ser ignorado se houver dor persistente, derrame articular ou bloqueio do joelho.

Lesão meniscal aparece no raio-X?

O raio-X não visualiza o menisco. Ele ajuda a avaliar os ossos e sinais de desgaste articular. Quando há necessidade de examinar o menisco, a ressonância magnética costuma ser o exame mais informativo.

Um estalo no joelho significa que o menisco rompeu?

Não necessariamente. Estalos isolados são frequentes e podem ser benignos. A investigação é mais indicada quando o estalo vem acompanhado de dor, inchaço, limitação de movimento ou travamento.

Diante de dor persistente ou de sinais mecânicos no joelho, uma consulta especializada permite esclarecer a causa e definir uma conduta proporcional ao problema. O objetivo é proteger a função do joelho, aliviar os sintomas e tomar decisões seguras, sem indicar cirurgia quando ela não é realmente necessária.

Comentários


Entre em contato 

Ortopedista especialista – consultas em São Paulo e no Vale do Paraíba.

Entre em contato e agende sua consulta pelo WhatsApp 11 94016-0375

Aviso Legal:
O conteúdo disponibilizado neste site possui caráter exclusivamente informativo e ilustrativo. Não se destina a substituir diagnósticos, tratamentos ou prescrições realizadas por profissionais médicos habilitados. Recomenda-se que, em caso de quaisquer dúvidas ou questões relacionadas à saúde, o usuário consulte sempre um profissional qualificado para orientações e providências adequadas.

  • Instagram
  • Facebook
Selo dourado com o logotipo do Google e a frase 5 Estrelas no Google, Atendimento Ortopédico de Referência
bottom of page